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A Onça e a Diferença

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MNA845 (Etnologia dos Indios Sul-Americanos), primeiro semestre de 2009Editar

Revista de algumas teses recentes sobre a etnologia amazônica e outras: conteúdo e forma

Este curso passa em revista uma parte da produção acadêmica recente sobre a etnologia dos povos indígenas sul-americanos, concentrando-se nas teses de doutoramento ainda não-publicadas (ou em livros no prelo baseados nessas teses). Deveremos, além disso, ler dois ou três trabalhos sobre outras regiões etnográficas, de modo a constituir um horizonte comparativo mínimo contra o qual se poderão ler melhor as teses americanistas. A intenção do curso é examinar o temário e o campo problemático dessa produção etnológica, realizando assim uma “introdução pelo atual” à etnologia sul-americana. Não há nenhuma intenção de exaustividade, e menos ainda de imparcialidade, na seleção dos trabalhos. Trata-se de ler aquelas teses que tenham (ou pareçam ter) alguma relação com a linha de pesquisa desenvolvida pelo professor. Outro objetivo do curso é o de compararmos as tradições intelectuais em que se inserem as teses, examinando seus reflexos nas mesmas, dos pontos de vista temático, conceitual e estilístico. Desse modo, o curso possui um caráter, certamente não-exclusivo, de “oficina de tese”, podendo ser útil aos alunos que se encontram na fase de concepção ou de primeira elaboração de seus trabalhos.

O fundo bibliográfico de onde serão selecionadas as leituras se encontra no link MNA845 1º semestre 2009 EVC


Inner Asian PerspectivismsEditar

A quem interessar possa, acaba de vir à luz um número da revista Inner Asia, publicada pela "Mongolia and Inner Asia Studies Unit" da Universidade de Cambridge, dedicado ao tema "Inner Asian Perspectivisms":

Inner Asia volume 9 number 2, 2007, special issue Perspectivism. (Autores: Morten Pedersen, Caroline Humphrey, Rebecca Empson, Eduardo Viveiros de Castro, Grégory Delaplace, Giovanni Da Col, Katherine Swancutt, Lars Højer, Benedikte Kristensen, Ludek Broz, Martin Holbraad, Rane Willerslev).


endereços relevantes:

eaup2@cam.ac.uk

http://www.innerasiaresearch.org




Uma boa fenomenologia do tráfego-tráfico perspectivismo-animismo-perspectivismo Editar

“Descartes com lentes”, do Paulo Leminski:

E os aparelhos ópticos, meus aparatos? Ponho mais lentes no telescópio, tiro outras; amplio; regulo; aumento, diminuo, o olho enfiado nestes cristais, e trago o mundo mais perto ou o afasto longe do pensamento: escolho recantos, seleciono céus, distribuo olhares, reparto espaços, o Pensamento desmonta a Extensão, — e tudo são aumentos e afastamentos. Um olhar com pensamento dentro.

[e...]

Cogito ergo sum? Sursum corda. Ergo. Dentes e lentes. Cogito e corrijo. Agito. Fedor de antas e araras. Uma fera urra dando à luz. A onça está parindo Articzewsky? Ai, ui, este meu pensamento sem bússola é meu tormento.




Referencia Febrero 2007Editar

Colegas, salió otro artículo, tal vez interesante, sobre este tema del perspectivismo. La referencia es: Kohn, Eduardo 2007. "How dogs dream: Amazonian natures and the politics of transspecies engagement." American Ethnologist, Vol 34, No. 1, pp. 3-24




They're still angry about loveEditar

No último JRAI (13/1), saiu um interessante artigo do incansável colega Santos Granero, cujo texto completo pode ser obtido via o Portal da CAPES. Quem segue a questão, saberá pelo abstract abaixo de que(m) ele está falando.


Of fear and friendship: Amazonian sociality beyond kinship and affinity


Fernando Santos Granero, Smithsonian Tropical Research Institute


The article explores the nature of sociality and alterity in indigenous Amazonia. If native Amazonian sociality is all about predator y affinity or, alternatively, convivial consanguinity, why do native Amazonians constantly strive to establish social relationships with people with whom they are related neither as kin nor as affines? The comparative analysis of inter tribal trading partnerships, shamanic networks, and mystical associations allows the author to examine the mechanisms by which hostile or potentially hostile relations between strangers – non-relatives – are transformed into relations of amicability. Special emphasis is placed on the role played by ‘trust’ and ‘spaces of trust’ in the creation of non-kin-based social networks. In brief the article analyses the little-studied issue of ‘friendship’, viewing it as an alternative to kinship and affinity in the construction of Amerindian societies and multi-ethnic polities.


Have fun. E aguardem, para breve, de E. Viveiros de Castro, "Freio de arrumação: elucidações em benefício de críticos diversos"(Jornal de Pesquisa Antropológica de Itamaranduba, AM).




Etnologia dos Índios Sul-americanos, MN-UFRJ e UFFEditar

No link Re-antropologizando o pensamento, o programa do curso que TSL e EVC oferecem este ano.



Ayuda bibliograficaEditar

Estimados colegas: Alguien podria por favor escribir aca la referencia del articulo de Tania Stolze Lima en el que primero hablo sobre el perspectivismo cosmologico? Quisiera darle credito en un ensayo que estoy escribiendo, y no encuentro referencias bibliograficas en este wiki. Gracias! Carlos D Londono

LIMA, Tânia Stolze: (1996) “O dois e seu múltiplo: reflexões sobre o perspectivismo em uma cosmologia tupi”. Mana vol.2, nº2.



Lilliput, Blefuscu, os MundurucuEditar

Se me permitem, um breve comentário, nem tanto sobre as pesquisas de S. Deahene et al. entre os Mundurucu — respeitável e não muito emocionante exemplo de “ciência normal”, no sentido kuhniano — publicadas na excessivamente reputada Science, mas sobre o frenesi mediático com que estão sendo difundidas: deram matéria no OESP, na FSP, no Boletim da Fapesp, no Le Monde e (imagino) por aí afora. Que as ditas pesquisas tenham ou não resolvido algum diferendo ainda aberto entre os partidários da Natureza e os da Cultura, bem, acho que isso não chega a incendiar os corações e mentes antropológicos de hoje; como se sabe, o debate perdeu completamente sua liquidez teórica. Essas velhas querelas entre “naturalismo” e “culturalismo” parecem-se cada vez mais com aquela célebre guerra entre os reinos de Lilliput e Blefuscu, desencadeada por uma discórdia relativa à extremidade pela qual se deviam quebrar os ovos quentes matinais, a saber, se a mais bojuda ou a mais pontuda.


Depois de tudo o que a antropologia sul-americanista (para ficarmos só por aqui) já nos ensinou sobre a vertiginosa lógica recursiva dos dualismos centro-brasileiros, a enigmática assimetria diagonal das pinturas faciais kadiwéu, a intrincada topologia da decoração cerâmica shipibo ou da cestaria ye'kuana e wayana, a notável sofisticação matemática dos tecidos andinos (sem falarmos nos quipu etc.)... depois de tudo isso, os resultados tão alardeados das pesquisas em tela não deveriam chegar a surpreender. Mas surpreenderam. Donde se conclui que a geometria selvagem pode ser inata e natural, mas a cultura etnológica civilizada certamente não o é — e deixa muito a desejar.


E aliás, por que, exatamente, os “Mundurucu”? Afinal, se não é o povo em si e em seu todo, mas apenas a comunidade-alvo (como reconhecem os pesquisadores) que pode ser considerada “isolada” , por que então, repito, formular o problema em termos do referido gentílico, sublinhando ser a dita comunidade composta de “Mundurucu” e não, por exemplo, de caboclos iletrados das margens do Tapajós (o que seria uma caracterização não menos veraz)? O que se ganha, no imaginário da mídia (e além), com essa fulanização étnica totalmente irrelevante do ponto de vista científico? O rigor dos protocolos da experiência psicológica de Deahene et al. não está em causa; mas ele não consegue esconder uma profunda ingenuidade antropológica, histórica e política. Pois o conteúdo do juízo é relativamente alentador, digamos assim, para “os Mundurucu” — passaram na prova de geometria, são tão capazes quanto o escravo (pois é) do Mênon —; mas a forma implícita do juízo é desagradavelmente paternalista — “até mesmo os Mundurucu...” Donde se conclui que o pessoal do andar de cima não tem jeito mesmo.


Agora, perturbadoras pra valer — para usarmos um adjetivo suave — são as conclusões do artigo de Daniel Everett na Current Anthropology sobre os Pirahã. Perturbadoras por uns duzentos motivos pelo menos, dos “mais piores” aos menos piores. Aqui muitos ovos serão quebrados, pela extremidade bojuda como pela pontuda. Aguardemos a omelete. ----200.164.168.74 21:04, 24 Janeiro 2006 (UTC)



Ataques ao AmaZoneEditar

Este wiki tem recebido ataques repetidos, os quais consistem na inserção de spam e de links sem nexo (se posso me exprimir assim). Ojo! Quem achar primeiro a inserção idiota, por favor delete.--EVC 12:17, 19 Janeiro 2006 (UTC)



Terrain: pensam os animais?Editar

No wiki vizinho (AbaEté), foi posto posto um link para a geralmente boa revista francesa Terrain. Ver especialmente o nº 34 (2000), descarregável, sobre se e o que pensam os animais, ou não: Les animaux pensent-ils?




Iminência das amigasEditar

Esta é só para lembrar, a quem não sabe, que o livro de Cristiane Lasmar, De volta ao Lago de Leite, está assim praticamente nas livrarias, e que o de Tânia Stolze Lima, Um peixe olhou pra mim é o próximo, e está próximo. Ambos são produtos de gente do NuTI, e o resultado de uma tríplice parceria entre o NuTI, o ISA-Rio Negro e a Edunesp. Outros virão. Congratulemo-nos.



Vejam por favorEditar

a nova página da Galeria de epígrafes e avaliem a necessidade de mais ajustes.



Proposta para os membros do NuTIEditar

Que tal a gente fazer no começo de 2006 um mini-encontro para balanço do conceito etno-amazônico de perspectivismo ao cabo de uma década de sua existência oficial? Então a gente podia repassar todas as questões e variações e extrapolações que vão-se acumulando neste wiki. E discutir o livro da Tânia, na origem do conceito, que terá saído no final de 2005.(EVC)



O IHU On-Line, Revista do Instituto Humanitas Unisinos,Editar

Em seu nº 161, de 24/10/2005, é dedicado ao tema “As obras coletivas e seus impactos no mundo do trabalho”. Os entrevistados (o IHU On-Line é essencialmente uma revista semanal de entrevistas originais) deste número são Paolo Virno, Robert Kurz, Jimmy Wales (o criador da Wikipedia), Eduardo Viveiros de Castro (falando do AmaZone e do AbaEté), Carlo Vercellone e Carla Schwingel, além de uma entrevista em destaque (sobre outro assunto) com Gianni Vattimo. O link é [IHU-On-Line]--EVC 18:43, 7 Nov 2005 (UTC)

Atalho direto: http://www.unisinos.br/ihu/boletim/edicoes/boletim00161.doc

Vai sair esta semana (21-26 Nov) uma versão expandida e modificada da entrevista de EVC na rev ista Argumento, publicada pela livraria de mesmo nome.



Perspectivismo entre os MuinaneEditar

Na revista Ethnos 70 (1), datada de março de 2005, há um artigo de Carlos D. Londoño Sulkin (University of Regina, Canada) intitulado “Inhuman Beings: Morality and Perspectivism among Muinane People (Colombian Amazon)”. O abstract reza:

Like many other Amazonians, Muinane people often use perspectival imagery in discussions of relations between human beings and animals. It is a distinct possibility, within their ontology, that beings that humans perceive as animals, perceive themselves as human, and there are numerous complementary entailments to this. What is most striking about Muinane people’s perspectival imagery, however, is that they use it saliently in their moral evaluations of subjectivity and action. I show that this makes perspectivism central to the everyday meaningful practices through which Muinane people achieve social life, and to their understandings of themselves. On that basis, I claim that accounts of Amerindian perspectival cosmologies should attend ethnographically to their morally evaluative potential and to their use by individuals in their discourses and other practices.

A revista é acessível via o portal da CAPES.--EVC 02:12, 24 Out 2005 (UTC)



Par-delà nature et cultureEditar

Acabada de ser publicado o magnum opus de Philippe Descola, Par-delà nature et culture (Gallimard, Paris, 623 pp.), onde se discutem com grande amplidão e não menor minúcia os temas em torno dos quais se constituiu o presente wiki. Comentários sobre o livro, portanto, serão acolhidos com o máximo interesse em nossas páginas.--Eduardo 19:16, 18 Set 2005 (UTC)




Savage MindsEditar

Vejam o que foi postado aos 04/10/05 no SM]

E também essa postagem sobre colaboração digital onde nossos wikis são citados.(Obrigado djm!)




Profetas makunaEditar

Foi publicado o ano passado uma etnografia extremamente interessante e pertinente para os perspectivistas, Etnografia Makuna. Tradiciones, relatos y saberes de la Gente de Agua, uma compilação organizada por Kaj Arhem, Luis Cayón, Gladys Angulo, e o jovem Makuna Maximiliano Garcia. Entre as observações preciosas deste livro, achei uma bem interessante e relevante para entender o fenómeno de profetismo no NO AM. Em contraste com o que SHJ diz que os profetas eram todos pajés "do tipo horizontal" os Makuna têm a figura de je gu, equivalente a um sacerdote (vertical) que, mais do que qualquer outro, é o "curador do mundo"- candidato mais provável de profeta Makuna. Que seja corrigida a hipótese do SHJ.




Sobre o virtual e o atual na ontografia amazônicaEditar

Os interessados em tratativas cosmo-afro-amazônicas terão interesse em ler um comentário que Martin Holbraad fez a um texto de Eduardo VC. O dito comentário está em A comment on The Forest of Mirrors, que se refere a The Forest of Mirrors, ambos listados — entre outros — na página Textos importantíssimos. As conexões que MH estabelece com sua ontografia (o sugestivo termo é dele mesmo, MH) do ifá cubano remetem — entre outros — a um artigo de sua autoria publicado na revista Mana 9/2 (2003), "Estimando a necessidade" [1].Veja-se também seu artigo recém-publicado no Journal of the Royal Anthropological Institute 11/2 (2205), intitulado "Expending multiplicity: money in Cuban ifá cults".--Eduardo 19:45, 17 Jul 2005 (UTC) Bold text

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