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A Onça e a Diferença

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conhecer, verbo intransitivo

Corisco 2 de dezembro de 2010 Blog de usuário:Corisco

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(...) Durante o encontro de Nhande Ru de 2002, na aldeia Jaguapirú da Reserva Indígena de Dourados, tive a oportunidade de tomar contato com a Nhande Sy Odúlia. Dona Odúlia, pouco antes de partir, afirmava que todos estavam ali para se fortalecerem e que voltava para sua tekohá como o pássaro que leva o alimento no bico e o distribui aos passarinhos.(...) Não se trata, propriamente, de uma educação do sagrado, menos ainda, uma educação religiosa, e sim, da consagração que constitui toda aprendizagem. (...) os caminhos: o caminho

Os yvyrá’ijá, donos do pequeno bastão, são os mensageiros. São assim chamados, pois empunham bastões. Eles têm a função de prestar assistência ao pajé. Essa expressão estende-se, ainda, ao sentido de guerreiro, por sua vigilância e ágil destreza. Montardo (2002:33) encaminha uma interessante “desubjetivação” ou “verbalização” que dinamiza a expressão. Define-se como qualidade que se está treinando no ritual. Esse caráter guerreiro do yvyra’ijá remete igualmente ao que busca neste trabalho: apropriar-se desse pensamento como um dispositivo de compreensão. Apropriar-se do pensamento indígena  pensando pensamento a partir da tríade conceptos-perceptos-afectos  enquanto dispositivo de compreensão, tem por propósito crucial aqui, a decisão por não neutralizar esse pensamento, não pretender explicá-lo por certos modos de transmissão social do conhecimento ou como ilustração de universais cognitivos da espécie humana. Entende-se por dispositivo de compreensão, o que Viveiros de Castro define em seu programa: “Agora não se trataria mais ou apenas da descrição antropológica do kula (enquanto forma melanésia de socialidade), mas do kula enquanto descrição melanésia (da ‘socialidade’ como forma antropológica); ou ainda, seria preciso continuar a compreender a ‘teologia australiana’, mas agora como constituindo ela própria um dispositivo de compreensão; do mesmo modo, os complexos sistemas de aliança ou de posse da terra deveriam ser vistos como imaginações sociológicas indígenas.” (2002)

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